9 de Outubro – Jalapão

Havíamos lido e ouvido falar muito sobre o Jalapão, uma região maravilhosa, com estrutura simples e os instigantes fervedouros . . . mal podíamos esperar para conhecer. Nos preparamos e seguimos rumo ao norte até Porto Nacional, asfalto até Ponte Alta e depois estrada de terra a caminho de Mateiros. De cara, recebemos as boas-vindas das malditas costelas de vaca!

Pela região ainda ser pouco desenvolvida, adoramos o fato de poder acampar em qualquer lugar, ora ao lado do riacho, ora cerrado adentro e até mesmo ao lado de grandes cachoeiras. Inclusive, em algumas ocasiões tínhamos até hidromassagem natural particular! Ao final do dia, nos sentíamos totalmente em casa e curtimos as noites ao ar livre, ao lado do Snoopy.

No dia seguinte, paramos na Cachoeira do Lajeado, após pegarmos uma estradinha bem interessante e um pouco arenosa. Ao chegarmos, encontramos uma cachoeira muito legal e até pensamos em acampar por ali, mas ainda era cedo então demos meia-volta e seguimos nosso caminho.

Infelizmente tivemos um imprevisto ao pegarmos um enorme buraco! Apesar de parecer estar tudo bem, preferimos prevenir. Como não estávamos muito longe de Porto Nacional, por segurança, voltamos até lá para verificar se havia alguma coisa danificada. Como prevíamos não foi nada sério, apenas uma proteção de metal que havia quebrado e o barulho do metal nos preocupou. Em pouco tempo, estávamos de volta na estrada, prontos para explorar mais do Jalapão.

Dessa vez, para ser diferente, fomos até Palmas e após circularmos por lá, pegamos a estrada à caminho de São Félix.  Após uma noite bem agradável ao lado do Rio do Sono, chegamos à cidade e fomos ao seu fervedouro, onde tivemos a primeira experiência de flutuar de pé! É algo incrível e só se acredita vendo, ou melhor, fazendo! Nos divertimos bastante, e apesar da areia entrar em tudo que é lugar, a sensação é demais!

A caminho de Mateiros fizemos um breve desvio para conhecer uma das famílias envolvidas no Projeto Rede Jalapão. Dna.Petronilia e toda sua família ficaram surpresos, mas alegres, em nos ver. Conversando com eles, descobrimos que pouquíssimas pessoas chegam até eles de forma independente, até mesmo em grupo ou com agência de turismo. Visitas são

raras por ali e, por esse motivo, nossa visita foi muito bacana, pelo menos para nós. Ouvimos estórias e como funciona o projeto, além de conhecermos seu trabalho desde o doce de buriti até os artesanatos feitos com o lindo capim dourado. Saímos de lá com lembrancinhas e muitos pensamentos . . .

O calor estava impossível e nossa parada na Cachoeira da Formiga foi perfeita. Além da beleza do lugar, com sua água esverdeada, o banho foi bom demais. Chegamos à Mateiros no final do dia e logo estávamos com acampamento montado, preparando nosso jantar. No dia seguinte fomos conhecer os fervedouros de Mateiros. São lindos e muito interessantes também, mas a primeira sensação que tivemos foi mais marcante.

Estávamos ansiosos para conhecer as dunas do Jalapão, com seus diversos tons alaranjados dentre o verde do cerrado, e ao chegarmos lá, não nos decepcionamos. O lugar é incrível! Após sentir a panturrilha queimar ao subir as dunas, sentamos na areia e simplesmente curtimos o momento. Infelizmente, à distância pudemos avistar algumas queimadas, pois a seca foi triste esse ano causando muita destruição. Mesmo assim, o lugar é fantástico e transmite uma energia muito positiva!

Para finalizar nossa passagem pelo Jalapão, conhecemos e acampamos na Cachoeira da Velha e na manhã seguinte enfrentamos chuva no caminho de volta. De tempos em tempos verificávamos os pneus e suas proteções metálicas e quando chegamos ao buraco que nos causou perturbação, fizemos um pit-stop simbólico. Durante nossa estada em Porto Nacional, fizemos uma placa para colocar aqui, e após carregá-la conosco esses dias todos, havia chegado o momento de fazer a boa ação e com isso ajudar com que ninguém mais “caísse no buraco”.

Ao chegarmos de volta ao asfalto, que por sinal foi muito bem vindo após kms de buracos e às incansáveis costelas de vaca, percebemos uma bolha em nosso pneu. Resolvemos trocá-lo pelo estepe para evitar uma explosão ou algum dano mais sério e chegamos à conclusão que estava na hora de trocarmos os pneus . . . pelo menos os traseiros.

O Jalapão foi uma região que gostamos muito, e que com certeza voltaríamos. Adoramos os lugares que conhecemos e a simplicidade do local, além da simpatia do pessoal. Depois daqui iniciaremos o trajeto “de volta para casa”, rumo ao sul.

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