23 de Setembro – Rondônia e Acre

Queríamos chegar ao Acre para conhecer um pouco da terra de Chico Mendes. Passamos rapidamente por Porto Velho em Rondônia e seguimos para Rio Branco, que surpreendeu. Nos deparamos com uma cidade de ruas largas, limpa e organizada. Sentimos ser um lugar que tenta mesclar preservação e desenvolvimento tanto quanto futuro e passado.

Fomos conhecer o Museu da Borracha e aprendemos um pouco mais sobre os “soldados da borracha” e do tempo em que dinheiro não era problema por aqui. Depois seguimos para Xapuri, onde conhecemos mais sobre a trajetória do famoso seringueiro. Infelizmente a casa onde Chico Mendes morou, e foi assassinado, estava fechada (por tempo indeterminado!) devido a problemas financeiros ligados a parceria com o governo do estado.

Após passear um pouco pela simpática cidade, entramos no Museu do Xapury e também conversamos com o Sr.João, dono da Pousada Chapurys, pois ele tem um acervo bem interessante. Além de coletar muito material sobre Chico Mendes, ele possui objetos impressionantes da época, e todos em ótimo estado inclusive uma vitrola funcionando e uma cadeira de barbear intacta.

Seguimos até o Seringal Cachoeira onde, todavia se encontram familiares de Chico Mendes, pois era onde ele morava e trabalhava. Fizemos uma pequena caminhada pelo seringal e vimos os rastros da extração da borracha e também o local onde a borracha é defumada e compactada. Algumas pessoas ainda trabalham por aqui, mas esse local que um dia foi o reinado da borracha, antes tão necessária para pneus que rodavam em todo o mundo, hoje fornece o látex para a produção dos preservativos Natex, com fábrica na região. Além disso, o local atrai turistas de todo o mundo, infelizmente poucos brasileiros chegam até aqui.

O Rob estava com um pouco de indigestão então o rapaz que estava conosco nos levou ao vilarejo próximo, onde encontramos alguns parentes de Chico Mendes, inclusive uma “curandeira”. Ela preparou um chá de folha de goiaba para ele que foi tiro e queda!

Apesar de curta, nossa passagem pelo Acre deixou boas lembranças e muitos pensamentos. Afinal de contas Chico Mendes tornou-se um nome e tanto e uma de suas frases deve ser sempre lembrada: “É preciso progredir sem destruir.”

Nosso trajeto de volta nos levou a atravessar a balsa pelo Rio Branco novamente, onde vimos dragas e seus trabalhadores, ainda em busca de ouro. Seguimos rumo ao Mato Grosso, atravessando Rondônia e passando por Jaci-Paraná onde vimos os vestígios da imponente ferrovia da época. Infelizmente não vimos muito de Rondônia, teremos que voltar para conhecê-la melhor.

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